Feng Shui e os 5 Ritmos da Felicidade
Caminhamos a passos largos para o reencontro com a estação do Inverno. As estações marcam ritmos em nós e, se os escutarmos, o nosso corpo comporta-se da mesma forma que uma floresta.
Caminhamos a passos largos para o reencontro com a estação do Inverno. Os dias estão cada vez mais curtos as noites mais frias. Os dias solarengos do verão de São Martinho que se aproxima e o cheiro a castanhas assadas recordam-nos a necessidade de aquietar, de descansar junto ao fogo crepitante da lareira ou, simplesmente, o desejo de levantar um pouco mais tarde ou deitar um pouco mais cedo.
As estações marcam ritmos em nós e, se o escutarmos, o nosso corpo comporta-se da mesma forma que uma floresta ou qualquer outro ambiente natural. Pena que por vezes não escutamos, apenas ouvimos o som dos desejos da matéria, a vontade de fazer cada vez mais, o ritmo frenético dos nossos impulsos que nos cobram diariamente uma fidelidade que nunca parece satisfeita. É necessário começar a prestar atenção ao nosso ritmo e o que notícias traz de nós. Pela nossa saúde, pela saúde de todos.
Vista sobre a perspetiva da Metafisica chinesa toda a vida como a conhecemos e todos os fenómenos que lhe dão expressão nasce do encontro de duas forças primordiais, antagónicas, mas complementares, a luz e a sombra de tudo que conhecemos como Yin e yang.
De acordo com a teoria do Yin e Yang, tudo no universo pode ser visto e entendido como uma onda, um continuum de energia, desenhando um equilíbrio perfeito de forças onde, num lado temos o máximo de yang e noutro o máximo de yin. E todos os fenómenos que conseguimos apreciar têm ambos os aspetos de yin e yang em diferentes proporções, não existe nada debaixo do céu que seja completamente yin ou completamente yang.
Através deste jogo de opostos a vida evolui no seu processo continuo de transformação e mostra-nos de forma inelutável que, realmente, a única constante da vida é a mudança.
A partilha que vos trago neste artigo é uma reflexão e observação sobre estes ritmos de mudança e a sua expressão nas nossas emoções.
Com a chegada do Outono é inevitável sentirmos as nossas emoções mais fechadas. Na verdade, se nos sentirmos percebemos que o nosso próprio movimento corporal fica mais pesado como se o corpo nos pedisse literalmente mais calma, mais interiorização, mais chão, mais presença no que fazemos.
São estes os ritmos da felicidade: quando a Água flui em nós temos foco e flexibilidade no nosso movimento de vida. Quando Árvore cresce em nós dá-nos a resiliência para avançar e ensina-nos a recomeçar e a encontrar o novo nos caminhos já batidos; o Fogo a brilhar em nós traz-nos o carisma e a visibilidade para nos mostrarmos nesse caminho e lembra-nos a alegria de estar vivo. Quando Solo assenta em nós convida-nos a enraizar nesse percurso e estimula a entrega e a compaixão pelos nossos companheiros de jornada e, finalmente, quando o Metal interioriza em nós ajuda-nos a manter a disciplina no nosso fluxo e a retidão nas nossas escolhas.
Sejam felizes e boa saúde para todos.